25 de setembro de 2011

Sonho de um refém...


Era uma tarde normal de domingo como todas as outras. No embalo dos nossos carinhos você me tirava o fôlego das palavras. Lembro de tudo como se tivesse acontecido á minutos atrás. Você falava inúmeras vezes que nunca iria me deixar e me pedia que repetisse a mesma coisa. Sussurrava em meu ouvindo a cada segundo que o ponteiro do relógio mudava. Que o seu mundo sem mim não era mundo. Que sem mim nada era interessante o bastante para te manter vivo. Não sabia não pensar em mim todos os dias ao amanhecer. Nem os raios de sol te enchiam mais de esperança como o brilho dos meus olhos te fazia se sentir forte. Vivíamos como em um conto de fadas. Você era o meu príncipe e eu a sua princesa. Você dizia me amar com a mesma intensidade que Romeu amava Julieta. Matávamos e morria um pelo outro. Eu não tinha dúvidas que iria passar o resto da vida ao seu lado. Não queria saber nada além de ti. Você era tão perfeito pra mim que eu não conseguia enxergar os seus defeitos. Acreditava mesmo que um "pra sempre" existia e que ele era todinho nosso. Completávamos um ao outro. Não tinha nada unilateral entre nós. Mais ai... o dia estava perto de acabar, e aquela domingo ia ficar na história. E realmente, "ficou". Ficou isolado numa caixa vazia cheia de puera, esquecida no fundo do quintal da tua casa, lá no meio das coisas que ninguém queria mais. Só o lixo. Acreditei tanto que aquilo fosse realidade que acabei me enrolando com minhas memórias e não percebendo que tudo não passou de um sonho meu. Fiquei pra sempre sendo refém dos meus desejos. A cada minuto de solidão vou lembrar intensamente do príncipe que encontrei nos meus sonhos. E não deixando de lembrar que esse príncipe existe, mais na vida real ele não passa de um sapo.

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