30 de julho de 2011

Bem me quer, mal me quer.


Você dizia que me amava me ligava nas madrugadas chegou até a mandar flores. Hoje não me olha, fala que me esqueceu que seu amor nunca foi meu, fiquei sabendo até que arrumou novos amores. Me confunde cada dia com essa sua indecisão e fica na minha cabeça a dúvida se me ama ou não. Se me quer por perto ou bem longe de ti. Você não me dá bola não me olha na escola, me faz de boba, me faz sentir invisível. Já tem dias que tudo muda, ai então você me liga fala que ta com saudades que tá precisando dos meus abraços e não quer ficar na solidão. Vivo pensando se me quer ou não. Pede pra mim esquecer as palavras bonitas que me deram e acaba com toda a esperança que me resta. Depois de tanta bobagem falada volta feito um cãozinho arrependido com o rabinho encolhido me pedindo de joelhos perdão. Será que não deu pra perceber o quanto isso dói, o quanto isso machuca? Essas suas idas e vindas intermináveis são dolorosas, acredite. Vagamente penso se é isso mesmo o que quero pra mim, com tanta gente legal no mundo porque eu insisto em continuar aqui? Fala pra mim que vou entender se vai me fazer feliz de vez ou se vai querer me ver sofrer.

28 de julho de 2011

Superficialmente bem


Digo que esqueço, rio dos meus sentimentos, xingo-te aos montes, até finjo amar algum outro aí, mas te digo aqui em segredo: faz parte da máscara. É tudo uma farsa, superficial, quer saber a verdade? Quando te vi na rua tive vontade de te gritar, pra que me visse, não só olhasse, mas enxergasse todo o coração que tava ali, mas você nem se quer olhou para trás. Passou reto. Reto também foi a facada no sentimento, a lágrima no rosto, também poderia dizer que o sentimento passou reto, quem dera, o sentimento ficou lá doído no cantinho do coração. Mas aí eu finjo que supero, volto com a máscara e tudo fica bem de novo. Superficial, é claro. Por dentro eu ainda almejava um olhar teu, uma palavra quem sabe. Vou superando com os minutos, as horas ajudam um bocado. Hoje, já renovada um bom tanto, pronta pra sorrir sem a máscara, tu me vem com essa "outra". E eu que pensava que teu coração ainda guardava sentimentos meus. Não te xinguei mais, não ri mais dos meus sentimentos, não fiz nada. Não consigo. Perdi a fome, perdi o sono, perdi a vontade. Só não perdi a dor. Meus olhos não choram, se lotam e secam, bem típico de mim. Tô guardando a dor, quando eu te ver com ela, aí sim vai doer, aí que as lágrimas cobrirão o chão. Por enquanto fico com a visão embaçada das lágrimas que não vêm, escutando aquelas nossas velhas músicas, pensando, relembrando, me torturando com esse sentimento. Pensar que um dia compartilhamos todo esse amor, tínhamos corações colados, que agora só sobra no meu. E se eu te ver de novo eu vou desmoronar, querer te contar toda a dor que me fez passar, cada lembrança filha da puta que ficara na minha mente durante esse tempo todo, querer te dar tapas e mais tapas pela dor. Se nos encontrarmos faça o favor, por favor, de não olhar. Nenhuma lágrima caíra, isso me aflige. Vivo agora como uma bomba, chegando no 99 com medo da explosão. Volto a colocar a máscara, mas ainda assim é difícil sorrir.