9 de novembro de 2011


Não tenho medo.
Não tenho medo de nada...
Quanto mais eu sofro, mais eu amo...
O perigo só fará crescer o meu amor.
Ele o afiará, perdoará o preconceito..
Serei o único anjo que você precisa.
Você deixará a vida ainda mais bonita do que quando entrou.
O céu a levará de volta, olhará para você e dirá:
"Somente uma coisa pode nos completar.
E esta coisa é o amor..."

(O Leitor)

2 de novembro de 2011

Frio (Saulo Fernandes)

Essa tarde
Fez um frio
Não sei se foi
Saudade de você...
Sei que nasceu
Um vazio
E eu quis me esconder
Pra não ver
Chorar minha face
E quis esquecer
Achar normal
O simples ato de lembrar...
Mas, vai além...
É sentir falta
Querer estar perto
Certo da felicidade
Que mora em cada
Sorriso seu
Sem querer...

18 de outubro de 2011

A matéria do eu e você


Começo a ler a matéria, as várias equações fluem em minha cabeça, números de um lado, letras de outro. Terrível, eu sei. Se não me bastasse os números, as letras, os gráficos, me vem as lembranças. Como isso é possível? Em meio de tudo, seu rosto eu começo a desenhar em mente. A lembrar suas mãos nas minhas a me ajudar com os cálculos, como se com sua presença tão próxima eu conseguisse me concentrar. Mas tudo bem, você está aqui, e isso é o que me importa. Números? Gráficos? Letras? Não me importa. Ele domina minha mente.
Acho que preciso mudar de matéria.. Mudo. Células, fotossíntese, isso manterá minha mente ocupada com certeza. As células são compostas por inúmeras organelas que... Seu nome está escrito na página. Pego a borracha rápido antes que a mente comece com tudo de novo, mas não sou tão ágil. Droga. Lembro-me muito bem, seus olhos estavam em mim aquela vez, estava nervosa. Para disfarçar, comecei a rabiscar algo qualquer e quando vejo aquele velho coração com a sua inicial já estava na página. Que ironia, não? Aquela velha risada sai com gosto, lembro das suas piadas idiotas, do seu jeito desengonçado, do seu cabelo bagunçado, da sua boca, do seu gosto. Você me venceu de novo.
Tento história, mas ela me lembra a nossa. Tento geografia, mas ela me lembra o nosso clima. Tento física, e em meio de tantas fórmulas, aquela mais boba estava escrita no canto da página "eu+você=amor". Tento inglês, o i love you vêm e, nem preciso comentar o quanto te amo. Por fim tento redação, e olha no que dá.

25 de setembro de 2011

Sonho de um refém...


Era uma tarde normal de domingo como todas as outras. No embalo dos nossos carinhos você me tirava o fôlego das palavras. Lembro de tudo como se tivesse acontecido á minutos atrás. Você falava inúmeras vezes que nunca iria me deixar e me pedia que repetisse a mesma coisa. Sussurrava em meu ouvindo a cada segundo que o ponteiro do relógio mudava. Que o seu mundo sem mim não era mundo. Que sem mim nada era interessante o bastante para te manter vivo. Não sabia não pensar em mim todos os dias ao amanhecer. Nem os raios de sol te enchiam mais de esperança como o brilho dos meus olhos te fazia se sentir forte. Vivíamos como em um conto de fadas. Você era o meu príncipe e eu a sua princesa. Você dizia me amar com a mesma intensidade que Romeu amava Julieta. Matávamos e morria um pelo outro. Eu não tinha dúvidas que iria passar o resto da vida ao seu lado. Não queria saber nada além de ti. Você era tão perfeito pra mim que eu não conseguia enxergar os seus defeitos. Acreditava mesmo que um "pra sempre" existia e que ele era todinho nosso. Completávamos um ao outro. Não tinha nada unilateral entre nós. Mais ai... o dia estava perto de acabar, e aquela domingo ia ficar na história. E realmente, "ficou". Ficou isolado numa caixa vazia cheia de puera, esquecida no fundo do quintal da tua casa, lá no meio das coisas que ninguém queria mais. Só o lixo. Acreditei tanto que aquilo fosse realidade que acabei me enrolando com minhas memórias e não percebendo que tudo não passou de um sonho meu. Fiquei pra sempre sendo refém dos meus desejos. A cada minuto de solidão vou lembrar intensamente do príncipe que encontrei nos meus sonhos. E não deixando de lembrar que esse príncipe existe, mais na vida real ele não passa de um sapo.

Desespero!

Somos todos assim,
tão simples, tão livres,
e assim nos prendemos...

Submetendo a todo rigor,
e esquecendo a felicidade!

Criamos um mundo falso,
sem sorrisos ingênuos,
nem risadas sinceras...

Trocamos a palavra verdadeira
pelo ínfimo provimento
da imagem imaculada...

Gostaria de prever qual
será o destino para,
o afeto e carinho?!

Espero sobreviver...
Que o sentimento ainda,
seja algo existente no futuro...

E assim adormece o amor!

21 de agosto de 2011

Reticências


Tento não escrever tanta porcaria falando sobre mim, sobre você, sobre nós. Mas, depois de tudo que aconteceu não consigo não lembrar e não colocar pra fora em forma de palavras tudo que penso. São palavras tolas e sei que ninguém tem nada haver com meus sentimentos. O caso é que me sinto aliviada escrevendo. Você deve está achando que eu sou louca. Sempre te falando mil coisas achando que um dia você vai ligar pra alguma bobeira dita e vai voltar atrás. Mais fique sabendo que essa não é a minha intenção. Se hoje eu falo tanto de nós dois é porque ainda tem reticências na nossa história. Nunca enxerguei verdadeiramente um ponto final. Já encontrei vírgulas, interrogações.. mais nunca um ponto acabando com tudo. Ainda sinto você rondando meus pensamentos e desejos. Qual foi? Vai ficar me atormentando a vida inteira? Ta conseguindo. Entre uma música e outra você aparece na minha mente trazendo tudo que eu quero esquecer. Necessito aceitar que as coisas mudaram e que não te tenho mais aqui. Estamos caminhando em caminhos diferentes e eu te encontro a cada segundo nas esquinas do meu querer.

Volta rapidinho


Eu sei que é bobagem te escrever, mas o Sol está pra nascer e você está pulando de um pensamento meu para outro. Tentei te transformar em poesia e guardar numa gaveta, mas sem querer derramei café em cima da folha e desisti dessa tática. Tátia ruim, você deve estar pensando. E e concordo com você, mas quem é especialista em táticas ruins mesmo? Eu. Já que a poesia passou longe de dar certo, estou só desabafando mesmo, mas agora a intenção não é te expulsar daqui. A intenção é só te sentir em mim, te sentir mais perto porque eu estou precisando de um pouquinho de paz e essa paz só você me dava ou me dá, sei lá. Nós ainda somos presente? Eu estava me perguntando isso hoje mais cedo e não surgiu resposta nenhuma na minha cabeça. Só sei que aqui dentro, bem fundo mesmo, tem uma coisa que me implora para te soltar logo e voar pra longe. Mas eu não dou conta! Se eu não estou te agarrando pela barra da calça, eu estou te olhando com os olhos marejados enquanto você vai ali - e volta tapidinho. E quando você fica fora por uns tempos e volta rapidinho, eu sinto uma urgência por você, como se eu tivesse morrido enquanto você estava fora e eu precisasse recuperar o ar logo. Sério mesmo. Mas sabe o que me dói? Saber que se eu quiser pegar minhas asas e voar pra longe - sem voltar rapidinho, igual você faz -, você não vai manejar os olhos e não vai tentar segurar pela barra do vestido. E eu faço isso com você, sem pensar duas vezes. Faço e refaço. E te chamo baixinho toda noite antes de dormir. E você vem. Não sei se isso é bom ou ruim, mais você vem. Nunca é pra ficar pra sempre, mas você vem.