9 de novembro de 2011


Não tenho medo.
Não tenho medo de nada...
Quanto mais eu sofro, mais eu amo...
O perigo só fará crescer o meu amor.
Ele o afiará, perdoará o preconceito..
Serei o único anjo que você precisa.
Você deixará a vida ainda mais bonita do que quando entrou.
O céu a levará de volta, olhará para você e dirá:
"Somente uma coisa pode nos completar.
E esta coisa é o amor..."

(O Leitor)

2 de novembro de 2011

Frio (Saulo Fernandes)

Essa tarde
Fez um frio
Não sei se foi
Saudade de você...
Sei que nasceu
Um vazio
E eu quis me esconder
Pra não ver
Chorar minha face
E quis esquecer
Achar normal
O simples ato de lembrar...
Mas, vai além...
É sentir falta
Querer estar perto
Certo da felicidade
Que mora em cada
Sorriso seu
Sem querer...

18 de outubro de 2011

A matéria do eu e você


Começo a ler a matéria, as várias equações fluem em minha cabeça, números de um lado, letras de outro. Terrível, eu sei. Se não me bastasse os números, as letras, os gráficos, me vem as lembranças. Como isso é possível? Em meio de tudo, seu rosto eu começo a desenhar em mente. A lembrar suas mãos nas minhas a me ajudar com os cálculos, como se com sua presença tão próxima eu conseguisse me concentrar. Mas tudo bem, você está aqui, e isso é o que me importa. Números? Gráficos? Letras? Não me importa. Ele domina minha mente.
Acho que preciso mudar de matéria.. Mudo. Células, fotossíntese, isso manterá minha mente ocupada com certeza. As células são compostas por inúmeras organelas que... Seu nome está escrito na página. Pego a borracha rápido antes que a mente comece com tudo de novo, mas não sou tão ágil. Droga. Lembro-me muito bem, seus olhos estavam em mim aquela vez, estava nervosa. Para disfarçar, comecei a rabiscar algo qualquer e quando vejo aquele velho coração com a sua inicial já estava na página. Que ironia, não? Aquela velha risada sai com gosto, lembro das suas piadas idiotas, do seu jeito desengonçado, do seu cabelo bagunçado, da sua boca, do seu gosto. Você me venceu de novo.
Tento história, mas ela me lembra a nossa. Tento geografia, mas ela me lembra o nosso clima. Tento física, e em meio de tantas fórmulas, aquela mais boba estava escrita no canto da página "eu+você=amor". Tento inglês, o i love you vêm e, nem preciso comentar o quanto te amo. Por fim tento redação, e olha no que dá.

25 de setembro de 2011

Sonho de um refém...


Era uma tarde normal de domingo como todas as outras. No embalo dos nossos carinhos você me tirava o fôlego das palavras. Lembro de tudo como se tivesse acontecido á minutos atrás. Você falava inúmeras vezes que nunca iria me deixar e me pedia que repetisse a mesma coisa. Sussurrava em meu ouvindo a cada segundo que o ponteiro do relógio mudava. Que o seu mundo sem mim não era mundo. Que sem mim nada era interessante o bastante para te manter vivo. Não sabia não pensar em mim todos os dias ao amanhecer. Nem os raios de sol te enchiam mais de esperança como o brilho dos meus olhos te fazia se sentir forte. Vivíamos como em um conto de fadas. Você era o meu príncipe e eu a sua princesa. Você dizia me amar com a mesma intensidade que Romeu amava Julieta. Matávamos e morria um pelo outro. Eu não tinha dúvidas que iria passar o resto da vida ao seu lado. Não queria saber nada além de ti. Você era tão perfeito pra mim que eu não conseguia enxergar os seus defeitos. Acreditava mesmo que um "pra sempre" existia e que ele era todinho nosso. Completávamos um ao outro. Não tinha nada unilateral entre nós. Mais ai... o dia estava perto de acabar, e aquela domingo ia ficar na história. E realmente, "ficou". Ficou isolado numa caixa vazia cheia de puera, esquecida no fundo do quintal da tua casa, lá no meio das coisas que ninguém queria mais. Só o lixo. Acreditei tanto que aquilo fosse realidade que acabei me enrolando com minhas memórias e não percebendo que tudo não passou de um sonho meu. Fiquei pra sempre sendo refém dos meus desejos. A cada minuto de solidão vou lembrar intensamente do príncipe que encontrei nos meus sonhos. E não deixando de lembrar que esse príncipe existe, mais na vida real ele não passa de um sapo.

Desespero!

Somos todos assim,
tão simples, tão livres,
e assim nos prendemos...

Submetendo a todo rigor,
e esquecendo a felicidade!

Criamos um mundo falso,
sem sorrisos ingênuos,
nem risadas sinceras...

Trocamos a palavra verdadeira
pelo ínfimo provimento
da imagem imaculada...

Gostaria de prever qual
será o destino para,
o afeto e carinho?!

Espero sobreviver...
Que o sentimento ainda,
seja algo existente no futuro...

E assim adormece o amor!

21 de agosto de 2011

Reticências


Tento não escrever tanta porcaria falando sobre mim, sobre você, sobre nós. Mas, depois de tudo que aconteceu não consigo não lembrar e não colocar pra fora em forma de palavras tudo que penso. São palavras tolas e sei que ninguém tem nada haver com meus sentimentos. O caso é que me sinto aliviada escrevendo. Você deve está achando que eu sou louca. Sempre te falando mil coisas achando que um dia você vai ligar pra alguma bobeira dita e vai voltar atrás. Mais fique sabendo que essa não é a minha intenção. Se hoje eu falo tanto de nós dois é porque ainda tem reticências na nossa história. Nunca enxerguei verdadeiramente um ponto final. Já encontrei vírgulas, interrogações.. mais nunca um ponto acabando com tudo. Ainda sinto você rondando meus pensamentos e desejos. Qual foi? Vai ficar me atormentando a vida inteira? Ta conseguindo. Entre uma música e outra você aparece na minha mente trazendo tudo que eu quero esquecer. Necessito aceitar que as coisas mudaram e que não te tenho mais aqui. Estamos caminhando em caminhos diferentes e eu te encontro a cada segundo nas esquinas do meu querer.

Volta rapidinho


Eu sei que é bobagem te escrever, mas o Sol está pra nascer e você está pulando de um pensamento meu para outro. Tentei te transformar em poesia e guardar numa gaveta, mas sem querer derramei café em cima da folha e desisti dessa tática. Tátia ruim, você deve estar pensando. E e concordo com você, mas quem é especialista em táticas ruins mesmo? Eu. Já que a poesia passou longe de dar certo, estou só desabafando mesmo, mas agora a intenção não é te expulsar daqui. A intenção é só te sentir em mim, te sentir mais perto porque eu estou precisando de um pouquinho de paz e essa paz só você me dava ou me dá, sei lá. Nós ainda somos presente? Eu estava me perguntando isso hoje mais cedo e não surgiu resposta nenhuma na minha cabeça. Só sei que aqui dentro, bem fundo mesmo, tem uma coisa que me implora para te soltar logo e voar pra longe. Mas eu não dou conta! Se eu não estou te agarrando pela barra da calça, eu estou te olhando com os olhos marejados enquanto você vai ali - e volta tapidinho. E quando você fica fora por uns tempos e volta rapidinho, eu sinto uma urgência por você, como se eu tivesse morrido enquanto você estava fora e eu precisasse recuperar o ar logo. Sério mesmo. Mas sabe o que me dói? Saber que se eu quiser pegar minhas asas e voar pra longe - sem voltar rapidinho, igual você faz -, você não vai manejar os olhos e não vai tentar segurar pela barra do vestido. E eu faço isso com você, sem pensar duas vezes. Faço e refaço. E te chamo baixinho toda noite antes de dormir. E você vem. Não sei se isso é bom ou ruim, mais você vem. Nunca é pra ficar pra sempre, mas você vem.

30 de julho de 2011

Bem me quer, mal me quer.


Você dizia que me amava me ligava nas madrugadas chegou até a mandar flores. Hoje não me olha, fala que me esqueceu que seu amor nunca foi meu, fiquei sabendo até que arrumou novos amores. Me confunde cada dia com essa sua indecisão e fica na minha cabeça a dúvida se me ama ou não. Se me quer por perto ou bem longe de ti. Você não me dá bola não me olha na escola, me faz de boba, me faz sentir invisível. Já tem dias que tudo muda, ai então você me liga fala que ta com saudades que tá precisando dos meus abraços e não quer ficar na solidão. Vivo pensando se me quer ou não. Pede pra mim esquecer as palavras bonitas que me deram e acaba com toda a esperança que me resta. Depois de tanta bobagem falada volta feito um cãozinho arrependido com o rabinho encolhido me pedindo de joelhos perdão. Será que não deu pra perceber o quanto isso dói, o quanto isso machuca? Essas suas idas e vindas intermináveis são dolorosas, acredite. Vagamente penso se é isso mesmo o que quero pra mim, com tanta gente legal no mundo porque eu insisto em continuar aqui? Fala pra mim que vou entender se vai me fazer feliz de vez ou se vai querer me ver sofrer.

28 de julho de 2011

Superficialmente bem


Digo que esqueço, rio dos meus sentimentos, xingo-te aos montes, até finjo amar algum outro aí, mas te digo aqui em segredo: faz parte da máscara. É tudo uma farsa, superficial, quer saber a verdade? Quando te vi na rua tive vontade de te gritar, pra que me visse, não só olhasse, mas enxergasse todo o coração que tava ali, mas você nem se quer olhou para trás. Passou reto. Reto também foi a facada no sentimento, a lágrima no rosto, também poderia dizer que o sentimento passou reto, quem dera, o sentimento ficou lá doído no cantinho do coração. Mas aí eu finjo que supero, volto com a máscara e tudo fica bem de novo. Superficial, é claro. Por dentro eu ainda almejava um olhar teu, uma palavra quem sabe. Vou superando com os minutos, as horas ajudam um bocado. Hoje, já renovada um bom tanto, pronta pra sorrir sem a máscara, tu me vem com essa "outra". E eu que pensava que teu coração ainda guardava sentimentos meus. Não te xinguei mais, não ri mais dos meus sentimentos, não fiz nada. Não consigo. Perdi a fome, perdi o sono, perdi a vontade. Só não perdi a dor. Meus olhos não choram, se lotam e secam, bem típico de mim. Tô guardando a dor, quando eu te ver com ela, aí sim vai doer, aí que as lágrimas cobrirão o chão. Por enquanto fico com a visão embaçada das lágrimas que não vêm, escutando aquelas nossas velhas músicas, pensando, relembrando, me torturando com esse sentimento. Pensar que um dia compartilhamos todo esse amor, tínhamos corações colados, que agora só sobra no meu. E se eu te ver de novo eu vou desmoronar, querer te contar toda a dor que me fez passar, cada lembrança filha da puta que ficara na minha mente durante esse tempo todo, querer te dar tapas e mais tapas pela dor. Se nos encontrarmos faça o favor, por favor, de não olhar. Nenhuma lágrima caíra, isso me aflige. Vivo agora como uma bomba, chegando no 99 com medo da explosão. Volto a colocar a máscara, mas ainda assim é difícil sorrir.

20 de junho de 2011

Inquilino da alma


Escolhi você como hóspede já faz um bom tempo. Te coloquei no melhor comodo disponivél no momento, aquele aparentemente forte que tudo suporta, mais analisando bem, é o mais frágil que existe. Exatamente hoje, nesse dia tão corrido e complicado pra mim, abrir uma pequena exceção para contabilizar sua estádia por aqui. Oitocentos dias e alguns meses se passaram e você ainda continua no mesmo lugar e do mesmo jeitinho de sempre. Incrível não é? Como uma pessoa pode passar tanto tempo em um só lugar!? Eu necessariamente não preciso de nenhuma explicação para entender qualquer que seja essa resposta. Nunca tive uma boa estrutura pra receber você, até porque, você deixava ela bastante abalada quando se aproximava de mim. Quase sempre tive vontade de ter alguém por perto, pra cuidar, amar, respeitar e fazer bem. Encontrei você, diga-se de passagem um inquilino escolhido a dedo. Não vou negar que ficava bastante chatiada quando você me pedia as contas e partia, deixando meu imóvel vazio e sem vida. Sempre levando o meu bom humor e a minha necessidade de seder o tão sonhado cantinho para uma nova pessoa. Desculpas, enrolações, brigas e desentendimentos, tudo isso foi enfraquecendo nossa tão sonhada relação e eu acabava despejando você. Mas, como de costume você sempre voltava pra mim e minhas portas estavam ali, totalmente abertas para sua chegada. Estava virando rotina, até que um dia você saiu e nunca mais voltou. Onde está você agora!? Em que lar está vivendo? Será que o lugar que você arrumou pra morar é tão aconchegante e quente como o que você vivia? Ei, cuidado! A fila de espera pra alugar um cantinho, ta grande e você sabe, vai que um dia eu desista de esperar você voltar e arrume um novo hóspede!? É, não seria má idéia. Não vá pensando que uma nova pessoa vai conseguir ocupar o seu lugar, acho que isso seria até díficil, seu espaço continua aqui viu, você tem crédito pra voltar basta você querer. Nem vou cobrar os tempos que você ficou aqui, até porque o que me dava em troca vale por todo e qualquer espaço que eu disponibilizada para você. A porta sempre estará aberta pra você entrar, mas anda logo, to ficando cansada de ver tanta gente querendo entrar e não podendo, supostamente por causa de você. Nunca desistir da certeza que um dia você ia voltar, dá um de inquilino bonzinho, pegar um empréstimo, quitar a casa de vez e então ficar pra sempre comigo. Você nunca saiu do meu coração mesmo, da minha cabeça nem pensar, só saiu dos meus planos, mais ainda continua inteiramente dentro de mim.

''Eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha e tenho pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim.''

13 de junho de 2011

Bendita janela


Tua janela sobe. O coração dá uma batidinha mais rápida, a respiração de leve pára, os dedos quase clicam, mas a mente sabe que é melhor não. E não vou. Online, ocupado, ocupado, ausente.. É, você deve ter saído. Ido comprar pão, imagino. Não, eu não esqueci. Online novamente. Toda aquela babaquice apaixonada repete, e eu me contento só com teu nome ali online selecionado. Mas não vou apertar enter. Não posso. Sobe tua janela de novo. Tá de sacanagem né?! Pensando aqui com meus botões, qual foto tu deve estar usando agora? É aquela lá que dá pra ver o risco no teu celular? Ou é seria aquela super tosca - que eu já disse pra excluir mais de mil vezes - do teu boné? Eta curiosidade.
Só uma olhadinha não mata ninguém, né?
Abro tua janela. A foto demora pra carregar algum tempo, e nesses poucos segundos eu já fico imaginando mais mil e umas fantasias. Da minha janela aberta aí no teu computador, da sua indecisão pra vir falar com comigo, do teu medo, da tua vontade, do teu amor aí do outro lado... A foto aparece. Graças a Deus, né? Burra. Agora só piora. Era uma foto nova. E só pra variar, tu tá lindo nessa também. Cortara o cabelo, abandonara o boné, já tava na hora, e sorria. Não era aquele meu sorriso favorito, mas quando eu disse que algo ficava ruim em você? Tá, a todo momento, eu sei. Mas sabes que nem por um segundo aquilo foi verdade. Gosto de fazer essas intriguinhas, briguinhas falsas, não sou muito boa com elogios, desculpe.
Agora eu tava querendo mais do que nunca que aparecesse "fulano está digitando" e que viesse um simples "oi" aqui. Eu não vou. Já fiz demais vindo aqui e ficado admirando a sua foto, tô olhando até agora sim, por que, vai desaparecer com a foto também? Vai parar de usar essa foto e qualquer outra só pro meu contato? Vai me bloquear? Vai me excluir da tua vida de novo? E tudo isso me machucou de novo. Fecho tua janela, com o maior ódio que um clique possa demonstrar. Tem como te bloquear no coração? Sabe como é né, tá foda. Subo e desço a lista de contatos, dando uma leve parada no teu nome, mas voltando ao início rapidinho, não vou recair de novo.
Fico online até tarde, pra dar tempo de tu vir, falar com as mil e uma garotas super lindas e putas que devem estar dando encima de ti nesse momento, e ir embora. Ih, quem dera. Fico até meia noite, tu fica até as uma, aumento pras duas, tu fica até duas e meia. Valeu, com isso você só facilita as coisas para que eu consiga te esquecer, e abre meu apetite pra ironias. Aproveitando aqui o assunto, sabes que eu amei quando não me respondeu mais, né? Que não teve nada mais delicioso no mundo que não ver tua janelinha piscando aqui no segundo que eu entrava. Que ver você recebendo depoimentos de garotinhas fúteis me faziam pular de tanta alegria. Só se fosse pular de um prédio.
Tem uma janela aberta aqui novamente (sim, é a tua) e várias nesse texto. Conseguiu ver minha mente tendo uma conversa super calma, paciente, e inteligente com meus sentimentos durante sua estadia online? Graças a você, nessas horas, fico em dúvida até do meu nome.
Antes do esc, só deixa eu esclarecer: se minha janela (devido a algum vírus ou coisa assim) esteja aberta aí, seja amável e me diga um simples oi. Sabe, são só duas letrinhas. Nem dói. Não, eu não vou fazer isso por ti. E vê se encontra algum assunto bobo, nem que seja seu banho de novo, ou da padaria as nove da noite, me diz aí qualquer besteira, vou rir. Sempre rio. Aí vê se esquece todo aquele passado, e me chama pra ir te ver de novo te ver. Eu vou dessa vez. E por mais que eu vá odiar, me dê espaço (com indiretas) para que eu me desculpe, vai ser difícil, mas é que eu tô precisando mesmo. Ah, e por favor, deixa eu entrar no teu coração de novo. Ou pelo menos me diga que eu nunca saí.
"Esc"

25 de maio de 2011

Sozinha entre paredes


E aqui estou novamente, pensando numa maneira de ter você de volta pra mim. Leio e releio os e-mails que tu me mandava, passo horas olhando nossa foto no visor do meu celular, é, ela ainda está aqui. Fico vendo aquele filme que a gente nunca conseguiu terminar de ver, porque sempre na metade o desejo falava mais alto e a gente deixava toda aquela ficção de lado e ai viver a nossa realidade. Você ainda está tão presente em mim. Que merda viu, isso só me deixa cada vez mais frustrada. Já não sei se é amor ou se é uma doença da alma, uma obsessão. Juro que já tentei de todas as formas deletar você da minha vida, mas a verdade é que ainda não consigo. Juro também que nunca levei a sério essa história de esquecimento. Você acha mesmo que eu iria apagar da minha lembrança a parte mais bonita da minha história? Claro que não. Repito sozinha trancada no meu quarto; não vou pensar em você, não vou, não vou, não posso, preciso parar... E de tanto repetir e ouvir meu eco após todas essas palavras ditas, a frase vira pelo avesso e seu significado fica totalmente diferente. Não posso pensar em você, não posso, não posso, eu posso, eu quero, eu preciso. Droga. Eu odeio essa minha contradição, essa bipolaridade anormal. Não sei porque lembro tanto de um alguém que nem se quer lembra o meu nome, nem sabe ao menos se estou viva. Mais o amor é assim mesmo sempre muito unilateral. Uns amam demais outros amam de menos, e alguns nem chegam a amar o mínimo. Isolada entre 4 paredes, entre blocos, madeiras e cimento, assemelho a resistência física de tudo isso a minha resistência psicológica, a minha vontade de conseguir o que quero e necessito, sempre buscando chegar no ponto máximo. Te assemelho as paredes também sabe, mais não como uma pessoa forte, e sim como uma pessoa fria e de coração de pedra. Eu vou conseguir quebrar esse gelo que você tem ai dentro, vou transformar ele de novo no que sempre foi, já foi quente, já foi fogo e voltará a ser. E se eu não conseguir eu não desistirei do amor não, vou apenas da "game over" pra nós dois e vou guardar todos os nossos momentos numa caixa vazia, mais cheia de esperança.

15 de maio de 2011

A gente finge que arruma o guarda-roupa, arruma o quarto, arruma a bagunça.


Tira aquele tanto de coisa que não serve, porque ocupar espaço com coisas velhas não dá. As coisas novas querem entrar, tanta coisa bonita nas lojas por aí. Mas a gente nunca tira tudo. Sempre as esconde aqui, esconde ali, finge para si mesmo que ainda serve. A gente sabe. Que tá curta, pequeno, apertado. É que a gente queria tanto. Tanto.

Acredito que arrumar a bagunça da vida é como arrumar a bagunça do quarto. Tirar tudo, rever roupas e sapatos, experimentar e ver o que ainda serve, jogar fora algumas coisas, outras separar para doação. Isso pode servir melhor para outra pessoa. Hora de deixar ir. Alguém precisa mais do que você. Se livrar. Deixar pra trás. Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega. Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perca de espaço, tempo, paciência e sentimento. Tem tanta gente interessante por aí querendo entrar. Deixa. Deixa entrar: na vida, no coração, na cabeça.

Caio Fernando de Abreu

27 de abril de 2011

Desafogo


Sabe caráter? É algo que eu admiro, muito. Busco nas pessoas coisas que sei que não vou encontrar. Cobro das pessoas coisas que sei que eu não sou, ou que consigo fazer, ou ser. Na verdade eu só quero que todos sejam como eu penso, isso é loucura, egoísmo eu sei, mais é a verdade. Caráter, bom, o caráter. Você tem? Eu gostaria de ouvir você dizendo que sim, que tem. Porque é isso que lhe faz mais humano, mais social. Mais pensando bem, você já me deu várias provas que não tem. Caráter. Essa palavra foge do seu ''quem sou eu'', essa palavra vaga por sua personalidade. Quantas e quantas vezes me enganei contigo, me deixei levar por um amor mediócre, por um amor pequeno, baixo, sem valor. Sem valor, é isso. Sem valor pra você que só abusou dos meus sentimentos, que só brincou, que viveu tudo como se fosse uma brincadeira que logo ia ter fim, e ambos iam sair machucado dela. E como de costume quem saiu machucada dessa brincadeira toda fui eu, o brinquedinho da história. Que você usou, quebrou, e se desfez. Provavelmente um dia sentirá falta daquele seu brinquedo velho, daquele que te fazia companhia nos momentos de solidão, aquele que te deixava alegre nos dias que o mundo te dizia ''não''. Mas o brinquedo foi quebrado, e em partes que não podem mais ser concertados. Tudo que vai ficar são apenas os pedaços, as marcas daquilo que um dia ele foi. E quando você se der conta da falta do brinquedo, e de quando o possuia, será tarde demais. Assim como as palavras ditas não voltam atrás, as coisas quebradas não se concertam. E quando você começar a se lamentar por isso, eu já estarei forte o suficiente e pronta pra outra. Pode até demorar, mas pode esperar que vai ser assim. Essa é a lei da vida, aqui se faz, aqui se paga.

Esse texto é um pouco velho, depois de passar por alguns ajustes resolvi posta-lo. Espero que gostem!
@amandafeitozaa

24 de abril de 2011

Relato de um homem

"Tudo bem, queremos meninas legais, sexy, saradas, bonitas, inteligentes e boazinhas! Muito fácil falar, pois quando aparece uma assim, de bandeja, a primeira coisa que a gente pensa é: oba, me dei bem. Ficamos com elas uma vez, duas. Começamos a pensar que essa é a mulher que as nossas mães gostariam de ter como noras. Se sair um relacionamento, vai ser uma relação estável. Você vai buscá-la na faculdade, vocês vão ao cinema, num barzinho, vai ter sexo toda a semana. Tudo básico, até virar uma rotina sem graça, você vai olhar os caras bem vestidos e bem humorados indo pra noite arrasar com a mulherada e vai morrer de inveja. Vai sentir falta de dar aquelas cantadas infalíveis na noite, falta de dar umas olhadas pra uma gata, ou de dar aquela dançadinha mais provocativa na pista. Você pensa: acho que não estou pronto pra isso, pra me enclausurar pro resto da vida nesse relacionamento. E a boa menina se transforma numa mala, e aos poucos vai surgindo um nojo dela, uma aversão. Quando você vê o nome dela no celular, não dá vontade de atender... já era. Aquela promessa da vida estável vai por água abaixo, se a menina não se dá conta, nós começamos a ser grosso, muito grosso. E a pobre menina pensa: o que eu fiz? coitada, ela não fez nada, a culpa é nossa mesmo. Aí, voltamos pra nossa vidinha que nós tanto odiávamos até semanas atrás. Não vemos a hora de sair e arrasar na noite, ou pegar aquela mulher gostosona que sempre quisemos. Grande desilusão. Por mais que não queira, você pensa na sua menina boazinha que você deixou para trás. Ela podia ter seus defeitos mas era uma menina legal, que ficaria ao seu lado te dando valor. Enquanto isso a boa menina, chateada, lesada custa a entender o que ela fez pra ter te afastado dela, aí essa dúvida vira angústia, que vira raiva. A menina manda tudo a puta que pariu! Não quer mais saber de nada, só de sair, zuar, dançar e beijar outros caras. Resolve então não se envolver mais, para não sair lesada ou chateada, muito bem! Acabamos de criar uma monstra. O tempo passa e nós continuamos na mesma, volta a reclamar da vida e das mulheres, elas só querem as coisas com homens cachorros, ou será que nós é que fomos cachorros? Elas são assim por nossa culpa. A mulher da night de hoje, era a boa menina de outro homem ontem, e assim sucessivamente. Provavelmente essa nossa ex-boa menina, deve estar enlouquecendo a cabeça de outro homem por aí. Eu a perdi para sempre, ela virou uma mulher enlouquecedora... eu a encontrei na balada, e ela? nem me olhou... mas estava mais linda do que nunca."

12 de abril de 2011

Egocentrismo


Na verdade, muitas pessoas falam que eu sou aquilo que eu nunca pensei em ser. Me dão nomes, apelidos, personalidades, afetos, costumes, dores, gostos, amores, etc. O povo fala demais. O povo vê demais. A vida alheia é bem interessante, aposto. Sou para muitos uma pedra no sapato, daquelas que incomodam, que doí quando pisadas demais. Posso também ser aquela pessoa sarcástica, mentirosa, irônica, chata, ridicularizada por alguns. Julgamentos diários são feitos ao meu respeito e eu acabo me incomodando com tanta bobeira. Já em outros tempos eu diria que isso seria inveja, hoje não mais. Pensei em me isolar. Em sumir do mapa, desaparecer, em fugir. Mais assim eu estaria dando prioridade as coisas insignificantes que escuto. Alguns dizem que sou legal, e eu acabo acreditando. Não vou mentir que as vezes eu me acho bem solidária, companheira, prestativa, e bem sentimental. Talvez um dia alguém possa pensar como eu, e me entender em partes. E quer saber? Eu cansei de tudo. Não vou mudar pra agradar ninguém, eu sou assim, simples assim. Deixo claro que não sou simpática com todos que convivo, até porque ninguém é obrigado a ser bonzinho com todo mundo.

Não estou nos meus melhores dias, e então desabafando com palavras saiu esse texto, e postei.
@amandafeitozaa

22 de março de 2011

Sentimento perdido


Cadê? Onde está todo aquele grandioso amor que você dizia sentir por mim? Aquele amor quente, aconchegante, e que me parecia bem verdadeiro. Procuro e não encontro. Tento ver, mas ele é invisível, não só a mim, mas para todos que como eu sabe reconhecer o inexistente . Você está tão diferente daquele menino lindo, carinhoso e atencioso a qual eu fui apresentada á alguns anos atrás, eu sei que as pessoas mudam com o passar do tempo, mais com você foi diferente, você sofreu uma grave mutação. Daquelas que dá medo, daquelas que as pessoas ficam irreconhecíveis e bem sarcásticas. Eu não queria chegar a esse ponto, de ter que reconhecer que você não é mais o mesmo, que os seus sentimentos sinceros não são mais meus, se é que são sinceros. Que você já não pode ser meu. Que eu já não posso mais pensar na gente, pra que mesmo hein? Isso seria tempo perdido.. e bota perdido nisso. E sinceramente não sei dizer, se você mudou, ou era eu que não te conhecia. Você mais do que ninguém sabe do que sinto, mais deixa pra lá. O que hoje realmente importa pra você é o seu novo amor, a sua nova paixão, que pra mim não é mais novidade. Espero de verdade que você seja feliz com essa nova pessoa, e que ela possa fazer por você tudo que eu não fiz, e espero também que você não se arrependa da sua escolha, do novo rumo da sua vida, por que amanhã pode ser tarde demais, e aquela mulher que te amou, e que fez tudo por você, pode não estar mais aqui.

@amandafeitozaa e @baarbaralorena.

19 de março de 2011

Pontinha de ti

Era amor. Daqueles que se passava horas e horas lembrando teu sorriso e sorrindo também, imaginando o que estava fazendo, se estava pensando em mim, esperando ansiosamente uma mensagem sua, contando os segundos pra te ver online de novo. Era aquela coisa toda fofa e melosa mesmo, daqueles que a gente pensa que é pra sempre, sabe? Pois é, eu pensei também. Imaginava cada minuto contigo, cada sorriso teu, escutando tua voz no meu ouvido, lembrando teu cabelo, tua pele. Lembrando de você somente quando eu respirava. Só.
Tempo vai, problemas vem, confusões, merdas pra ser mais sincera. E o amor fica. Diminuindo aqui e ali, até que fica só uma pontinha no peito, sabe? Aquela pontinha que dói toda vez que te vejo online, que escuto teu nome, e principalmente, grita quando te vejo. Desgraçada. Eu odeio essa pontinha. Se pudesse arrancava sem dó nem piedade, te arrancava de vez. Você não tem metade, e muito menos pontinha minha no peito. Já deve estar lotado com muitas outras. E por que diabos a tua pontinha não sai de mim, hein? Dá um jeito aqui, por que um pedaçinho de ti ainda tá em mim, não sentiu falta não? Ou será que tem um pouquinho de mim aí também? Tem?
Amor não é. Era. Na época não pensava assim, era tudo tão perfeito que eu nem perdia tempo tentando entender meus sentimentos, eu te queria, você também, e pronto. Pra que perder tempo pensando no futuro, não é? Idiota! Se tivesse pensado, nem que seja por um minuto, veria que iria dar merda. Mas o amor é jogador, e dos bons, sabe manipular a gente direitinho. Odeio ser assim tão frágil com jogos. Porém o amor se fora, graças a Deus diga-se de passagem, mas a pontinha continua aqui. Agora que tenho tempo de sobra pra pensar nela, eu não penso. Não posso. Se penso me vêm você em mente, ah, e se deixo levar, já tô aí suspirando por ti de novo. Mas não, não é amor não, viu? Não pode ser amor..
É vontade. Isso. É vontade de escrever por alguém, sentir alguma coisa, vontade de voltar a amar entende? Vontade de sentir uma pele cheirosa, tipo a tua. De ouvir uma voz rouca, igual a tua. De rir por alguma piada boba, tipo as tuas. É vontade de achar alguém assim, tipo tu. Que merda. É vontade de você mesmo.
Amor? De novo? Depois de tantos meses? Só eu mesmo pra guardar essas pontinhas viu. Na próxima paixão que vir, não vou deixar nem migalha. Chega de me doer. Mas se quiser ver como que tá tua pontinha aqui, me liga, meu celular é o mesmo.

18 de março de 2011

18 DE MARÇO - DIA DO FÃ

"Ser Fã é admiração, respeito, cuidado
Ser Fã é dedicar-se, querer bem
Ser Fã é amar incondicionalmente
Ser Fã é compreender, é entender
Ser Fã é sentir saudades, querer estar próximo
Ser fã é zelo
Ser Fã é gritar, aplaudir e ir junto ao embalo da canção
Ser Fã é estar juntos numa mesma emoção
Ser Fã é apoiar a qualquer fase da vida
Ser Fã é sofrer por amar alguém que nem sabe que você existe
Ser Fã e nada pedir é só amar.."

Lucas Silveira, Gustavo Mantovani, Rodrigo Tavares, Rodrigo Ruschel e Mario Camelo.
BANDA FRESNO


Nostalgia


E é sempre assim, eu te vejo e tudo se repete. Vem à tona tudo na minha cabeça, como um filme... Eu só tenho lembranças boas de você, e apesar de tudo de ruim que aconteceu entre nós eu só guardei a parte boa da história. Você foi o elemento essencial que faltava na minha vida e que naquele momento estava me deixando completa, e totalmente ligada ao amor, sim ao amor, eu sentia, eu precisava sentir e na verdade eu sinto. Lutei contra milhares de pessoas para ter você comigo, e hoje onde você está? Você corre de mim, você foge de mim, e o porquê disso eu não sei. Eu queria saber se o que você sente é semelhante ao que sinto. Mas que se fosse pra apostar, apostaria que sim. E eu acho que te conheço bem, sei dos seus sentimentos. Eu queria poder reviver tudo de novo, sem ponto, só com vírgulas, mas sem mudar nada, viver tudo de novo sim, igualzinho, do mesmo jeito que aconteceu. Eu quero e preciso acabar com esse sentimento de nostalgia que me invade, eu não aguento mais sentir tanto a sua falta. E olha você aqui, do meu ladinho... e eu nem posso te ter novamente.

Tive uma bela ajudante nesse texto, minha amiga Bárbara Lorena a qual eu admiro e amo muito por ser quem ela é, e como ela é. Obrigada mais uma vez por está me ajudando, mesmo nas pequenas coisas.
@amandafeitozaa

17 de março de 2011

Incansável amor

E agora ta mais fácil que eu pensei, você ai no seu canto e eu aqui no meu. Você dizendo que está feliz e eu falando que estou bem. É bem melhor assim, tanto pra mim, como pra você. As nossas vidas estavam um quebra-cabeça inacabável, sem solução e tão pouco com um pingo de felicidade. O combinado era a gente se esquecer não era? Pois bem estou colocando todas as minhas fichas nesse jogo, lutando com toda a minha força só para não romper o combinado. Cansei de ouvir todas as suas promessas mentirosas, todos os seus planos falsos, teus desejos inexistentes sempre nas horas erradas. Cansei sabe, cansei de tudo. Só não me cansei de uma coisa, essa qual eu já deveria ter cansado há muito tempo, essa coisa que me tira o sono, me deixa louca sem direção, me deixa triste sem chão, me deixa sem alegria e sempre na contra mão. Eu só nunca me cansei do amor, se isso for mesmo amor, se isso for mesmo bom, se isso não for loucura. Eu nunca me cansei de você!

Desabafo


Eu queria entender algumas coisas da vida, mas me acho tão perdido. Quanto mais sinto me compreender, mais me perco em minhas compreensões. Eu preciso ouvir para falar, ver para acreditar, sonhar para alcançar... Eu preciso agarrar as oportunidades com minhas mãos pioneiras. Logo eu, que sempre me achei tão cheio de razão, não consigo dizer sequer quem sou. Agora vivo essa confusão de sentimentos. Estou cercado de armadilhas íngremes e vou me vendo nelas. Faço de espelho os meus amores, minhas fraquezas, minhas decepções. Simplesmente me faço. E cada vez que me olho, me certifico de minhas dúvidas. E quer saber? Dane-se. Aposto (comigo mesmo) que sou maior que todas as indecisões que me cercam.

16 de março de 2011

Saudade

Saudade. Saudade daquelas tardes chuvosas, que passávamos vendo filme e comendo pipoca, saudade daquelas noites frias que caminhávamos agarradinhos pelo asfalto, saudade daqueles dias quentes que ficamos de molho na piscina do club, saudade daquelas inúmeras vezes que sairmos pra comer cachorro quente na esquina do colégio, saudade do seu perfume doce que me lembrava bala de morango, saudade de você, saudade de nós. Saudade, só saudade...

Coisas!

Que são tão lindas...
Que são tão frágeis...
Que são tão sensíveis...
Que são tão amáveis...

Quais são tão lindas...
Quais são tão frágeis...
Quais são tão sensíveis...
Quais são tão amáveis...

Quem são tão lindas...
Quem são tão frágeis...
Quem são tão sensíveis...
Quem são tão amáveis...

Querem ser tão lindas...
Querem ser tão frágeis...
Querem ser tão sensíveis...
Querem ser tão amáveis...

Sempre serão...

Ultimo pedido...

"Gostaria que minhas cinzas fossem jogadas do alto de uma montanha e no mar. Quando sentirem saudades minhas, respirem, estou presente no ar. Quando sentirem saudades minhas, mergulhem, estarei presente no mar. Estou presente no mundo, estou presente no coração de cada um de vocês."

Yumi Faraci

Remar. Re-amar. Amar.

Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também. Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.

Caio Fernando de Abreu